Estou me afastando mesmo querendo ficar.
Desculpa o egoísmo em ir.
Mas sua alegria faz muito barulho e acorda minha dor.
A: Isis
Recanto d'alma
domingo, 15 de setembro de 2013
Lembra amor daqueles nossos planos? Daqueles loucos sonhos que tínhamos das nossas conversas insanas e tão nossas de madrugada?
Fecho os olhos e ainda nos vejo ali, jogados na grama descobrindo desenhos em nuvens e escolhendo os nomes de nossos futuros filhos. Ainda consigo sentir o gosto do riso solto, dos beijos dados por vontade, do calor de nossa pele tão próxima.
Será que você ainda lembra como eramos felizes, inocentes e apaixonados? Era tudo tão simples, fácil como respirar.
Quando mudou? Não sei, não percebemos antes que tudo tivesse fora do lugar, diferente e pesado. Mas eu continuaria lá se você continuasse comigo.
Lutaríamos juntos, viveríamos juntos e ganharíamos cada batalha juntos. Bastaria segurarmos a mão um do outro e enfrentar o mundo.
A: Isis
Hoje, assim como ontem, assim como sempre você foi a primeira pessoa em que eu pensei ao abrir meus olhos pela manhã.
Imaginei o seu cheiro, o seu corpo, o som da sua voz, o desenho do seu sorriso, a sua cara de sono que eu tanto admiro, tão lindo.
Saudade me invade, não aquela que nos fazem chorar, mas aquela saudade com cheiro de café com chocolate, aquela que aquece, aquela quem nos fazem sorri, nos acalma a alma… Senti saudade de você hoje, e ontem, e sempre.
A: Isis
Pensamento solto na madrugada
Um dia me disseram: “Observe estritamente seus pensamentos, idéias, coração quando for conversar e conhecer alguém pois o bichinho do desejo está a espreita pronto pra te pegar e te fazer desejar, do desejo vem a paixão e ás vezes da paixão o amor, mas geralmente da paixão vem a tristeza, a dor, a incerteza, o conflito.”
Eu não acreditei, pensei ‘ah que tolice, sei muito bem cuidar dessas coisas do coração’, e cai na armadilha que eu mesma criei, me deixei de armas, muros e proteções baixas ao conhecê-lo, em questão de horas as suas idéias, suas conversas, seu jeito me envolveram de tal forma que no final da conversa eu já estava desejando conversar novamente, desfrutar por algum tempo de sua companhia.
E assim foi, e quando percebi já estava - estou - me apaixonando por ele, sem querer, lutando com algo que já fez ninho em mim, e me percebo querendo viver essa história que é só minha, pois foram as minhas guardas que estavam baixas não as dele.
Eu não posso gostar dele, mas já estou gostando e assim prevejo como será o fim dessa minha ilusão.
A: Isis
Carta a um pai ausente
Fazem alguns anos desde a última vez que te vi, eu ainda era uma garotinha linda, de olhos castanhos brilhantes e sonhadora; eu ainda acreditava que príncipes andavam em cavalos brancos, que fadas existiam, que papai noel vinha na noite de Natal trazer brinquedos para todas as crianças; eu ainda era ingenuamente feliz.
Fazem alguns anos que espero que cumpras as últimas palavras que escutei de você: ‘eu volto pra te ver, prometo.’ e nunca voltou… lembranças ganharam tons de sépia na minha memória, seu rosto hoje é só um borrão perdido, indecifrável numa época longínqua.
Tua ausência fez silêncio em minha alma, em meu ser; fez ventania onde havia calma; fez tempestade onde havia quietude; fez dor onde havia sorrisos; fez lágrimas onde havia segurança; fez carente a criança feliz.
Foste falta, lacuna, algoz de uma criança indefesa, negou proteção, carinho, abraços, conversas, brigas, segurança, apoio para sua filhinha, aquela menininha que carregou nos braços quando ela nasceu e se emocionou ao perceber a semelhança com você; aquela que você escolheu o nome.
Perdeste os melhores anos da vida dela, as descobertas, as dores, as decepções, as alegrias.
Essa menina cresceu, desabrochou, porem incompleta, insegura, triste pois sempre se sentiu metade, um quase na vida, quase amada, quase pertencendo a algum lugar, quase feliz.
A única pessoa que poderia faze-la inteira a abandonou, o seu próprio pai, quebrando sonhos, promessas e um frágil coração.
O seu pai foi o seu algoz e executor, o seu pai não a amou…
A: Isis
Fazem alguns anos que espero que cumpras as últimas palavras que escutei de você: ‘eu volto pra te ver, prometo.’ e nunca voltou… lembranças ganharam tons de sépia na minha memória, seu rosto hoje é só um borrão perdido, indecifrável numa época longínqua.
Tua ausência fez silêncio em minha alma, em meu ser; fez ventania onde havia calma; fez tempestade onde havia quietude; fez dor onde havia sorrisos; fez lágrimas onde havia segurança; fez carente a criança feliz.
Foste falta, lacuna, algoz de uma criança indefesa, negou proteção, carinho, abraços, conversas, brigas, segurança, apoio para sua filhinha, aquela menininha que carregou nos braços quando ela nasceu e se emocionou ao perceber a semelhança com você; aquela que você escolheu o nome.
Perdeste os melhores anos da vida dela, as descobertas, as dores, as decepções, as alegrias.
Essa menina cresceu, desabrochou, porem incompleta, insegura, triste pois sempre se sentiu metade, um quase na vida, quase amada, quase pertencendo a algum lugar, quase feliz.
A única pessoa que poderia faze-la inteira a abandonou, o seu próprio pai, quebrando sonhos, promessas e um frágil coração.
O seu pai foi o seu algoz e executor, o seu pai não a amou…
A: Isis
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