domingo, 15 de setembro de 2013

Nunca fui inteira… Nunca experimentei a sensação de plenitude.
Sabe aquelas pessoas que nasceram fadadas a serem metades? Bem, sou uma delas.
Porem pessoas como eu nasce com um grave defeito de fábrica, alma e coração grandes demais.
E como é difícil esconde-los! Mas preciso, a todo custo, esconder, senão assustaria a todos os que conseguem ser plenos.
Então, a cada novo sentimento, preciso socar violentamente alma e coração até ficarem pequeninos e aceitáveis.
Ah! Como dói! A cada soco a alma chora, o coração sangra. Hematomas arroxeados vão cobrindo cada centímetro, feridas vão se abrindo… 
Mas nem sempre, apesar de todas as surras que levam, conseguem diminuir o suficiente…
E, de quando em vez, alguém se assusta com o tamanho, mas nunca percebem as feridas e cicatrizes das lutas vividas…
Ao me deitar, peço numa prece silenciosa, ser plena uma única vez e viver a sensação de não chorar por sentimentos, alma e coração grandes demais.


A: Isis

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